
As eleições de 2026 serão disputadas com um Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) de aproximadamente R$ 4,9 bilhões. Desse total, mais de 40% dos recursos ficarão concentrados em apenas três partidos: PL, PT e União Brasil.
Os dados mostram que as três legendas ficarão com 41,29% de todo o valor distribuído pelo fundo público destinado às campanhas eleitorais. Juntas, elas terão acesso a mais de dois quintos dos recursos disponíveis para financiar candidaturas em todo o país.
Ao todo, cerca de R$ 4,9 bilhões serão repartidos entre 30 partidos políticos habilitados a participar das eleições do próximo ano.
Como funciona o Fundo Eleitoral
Criado em 2017 após a proibição das doações empresariais para campanhas, o Fundo Eleitoral é abastecido com recursos públicos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). O dinheiro é repassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos diretórios nacionais dos partidos, que ficam responsáveis pela distribuição interna dos recursos.
O modelo foi adotado como alternativa para financiar as campanhas eleitorais após a decisão do Supremo Tribunal Federal que vetou as contribuições de empresas a candidatos e partidos.
Critérios de distribuição
A divisão do Fundo Eleitoral não ocorre de forma igualitária entre as legendas. A maior parte dos recursos é distribuída conforme o tamanho das bancadas e o desempenho eleitoral dos partidos.
Pelas regras atuais:
- 2% são divididos igualmente entre todos os partidos registrados;
- 35% são distribuídos de acordo com a votação obtida pelas siglas para a Câmara dos Deputados na última eleição;
- 48% são repartidos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos;
- 15% levam em consideração a quantidade de senadores eleitos.
Na prática, o sistema favorece partidos com maior representação no Congresso Nacional, o que explica a concentração de recursos em poucas legendas.
Concentração de recursos
Segundo os números divulgados, PL, PT e União Brasil lideram a distribuição do fundo e concentram juntos 41,29% do total disponível. Os outros 27 partidos dividirão os 58,71% restantes.
A distribuição reforça o peso das maiores legendas na disputa eleitoral de 2026, especialmente em campanhas para presidente da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.