Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior, quando a taxa era de 5,6%, e é o menor já registrado para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Na comparação com o trimestre encerrado em março deste ano, quando o desemprego estava em 6,1%, a queda foi de 0,7 ponto percentual. Em relação ao mesmo período de 2025, o recuo foi de 0,4 ponto percentual.

De acordo com a pesquisa, cerca de 5,9 milhões de brasileiros estavam à procura de trabalho no trimestre encerrado em junho.

O levantamento também aponta redução da população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar emprego por não acreditarem que conseguirão uma vaga. O grupo caiu 14,7% em relação ao trimestre anterior, passando a 2,3 milhões de pessoas, uma redução de 395 mil.

Informalidade cresce

Apesar da melhora nos indicadores de desemprego, a informalidade avançou no período. O número de trabalhadores informais aumentou 2,2%, com a entrada de aproximadamente 288 mil pessoas nessa condição.

O contingente de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável, em 39,4 milhões de trabalhadores. Já o número de empregados sem carteira assinada subiu para 13,6 milhões.

Os trabalhadores por conta própria também mantiveram estabilidade, somando 26,1 milhões.

Entre os setores que mais ampliaram a ocupação no trimestre estão o de transporte, armazenagem e correio, com crescimento de 3,9% (mais 235 mil pessoas), e administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que registrou alta de 2,6%, equivalente a 489 mil novos ocupados. Os demais segmentos permaneceram estáveis.

Outro indicador que apresentou melhora foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que recuou de 14,3% para 12,9%. O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas caiu 6,6%, embora ainda alcance 4,1 milhões de brasileiros.

Renda permanece estável

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.738, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior.

A massa de rendimento real habitual também permaneceu estável, totalizando R$ 380,3 bilhões.