
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, alcançando o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.
O resultado ficou abaixo dos 5,8% registrados no trimestre encerrado em abril. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a taxa estava em 5,6%, também houve redução. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além da queda no desemprego, o levantamento mostrou recorde no número de pessoas trabalhando. A população ocupada chegou a 103,3 milhões, maior contingente da série histórica. O número de empregados com carteira assinada, sem considerar trabalhadores domésticos, também bateu recorde e alcançou 39,4 milhões.
Entre os trabalhadores sem carteira assinada, o contingente chegou a 13,8 milhões, alta de 3,6% em relação ao trimestre encerrado em abril. O avanço representa acréscimo de 477 mil pessoas nessa condição.
Já o número de pessoas desocupadas caiu para 5,8 milhões. São 503 mil pessoas a menos em busca de trabalho na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, redução de 8%.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, ligeiramente acima dos 37,2% registrados até abril. O IBGE considera informais os trabalhadores sem carteira assinada, além de autônomos e empregadores sem CNPJ.
O número de desalentados — pessoas que deixaram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma oportunidade — chegou a 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre.
O rendimento médio dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.762, com redução de 0,7% frente ao trimestre encerrado em abril. Segundo o IBGE, a variação é considerada estatisticamente estável.
Sobre a pesquisa
A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com e sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.
Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter procurado efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O menor índice de desemprego já registrado pela Pnad foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. Já o maior foi de 14,9%, registrado nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de Covid-19.