
Condenado pela Justiça a devolver mais de R$ 251 mil aos cofres públicos por shows contratados e não realizados em Fátima, o ex-prefeito Washington Luiz Vasconcelos afirmou que irá recorrer da decisão e sustenta que a apresentação do cantor Amado Batista aconteceu posteriormente, em 2022, após o período crítico da pandemia.
A manifestação foi feita nas redes sociais e também enviada à Gazeta. Segundo ele, o evento inicialmente previsto para 2020 precisou ser suspenso devido aos decretos sanitários da Covid-19, mas acabou sendo realizado dois anos depois.
“O show aconteceu sim. Não ocorreu em 2020 por causa do decreto da pandemia de março daquele ano proibindo eventos. Esse show veio a acontecer em 2022 porque já estava pago pela nossa gestão”, afirmou.
Washington também questiona a condução do processo judicial e diz que houve erro na citação. Segundo ele, a intimação teria sido enviada para outra pessoa, identificada como “Washington de Almeida”, no estado de Goiás.
“A declaração que eu dou é de respeito à decisão da Justiça, no entanto discordando porque eu não fui citado. Quem foi citado foi o Washington de Almeida, no estado de Goiás”, declarou.
O ex-prefeito afirma ainda que informou o suposto equívoco antes da sentença e que agora irá apresentar documentos para comprovar a realização do evento.
“Antes da sentença me prontifiquei nos autos para a devida regularização e exercício do contraditório e ampla defesa. Agora vamos interpor recurso e exercer esse direito”, completou.
A condenação foi resultado de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). A Justiça entendeu que houve irregularidades na contratação dos shows e determinou o ressarcimento de R$ 251 mil, além de multa no mesmo valor, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.
Na decisão, a Justiça considerou que os eventos não ocorreram e que os recursos pagos antecipadamente não foram devolvidos ao município.