Silvanópolis fica na região central do estado — Foto: Prefeitura de Silvanópolis/Divulgação
Silvanópolis fica na região central do estado — Foto: Prefeitura de Silvanópolis/Divulgação

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) deu prazo de 48 horas para que a Prefeitura de Silvanópolis apresente documentos comprovando as medidas adotadas para proteger servidores e moradores que frequentam o prédio da administração municipal. A cobrança ocorre após a identificação de problemas estruturais que, segundo o órgão, podem colocar em risco a integridade física das pessoas.

A investigação é conduzida por meio de um inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça, após o município não demonstrar que cumpriu recomendações expedidas na fase preliminar da apuração.

De acordo com a portaria, um relatório técnico do Corpo de Bombeiros apontou a precariedade da estrutura do imóvel e recomendou providências para reduzir os riscos. O Ministério Público informou que, embora tenha solicitado a adoção de medidas emergenciais e a apresentação de relatórios comprovando as ações executadas, a prefeitura apenas informou que pretende realizar uma reforma no prédio, sem comprovar intervenções imediatas.

Agora, a gestão municipal deverá informar se houve isolamento das áreas consideradas de risco e apresentar documentos que comprovem as providências adotadas. Também terá que encaminhar o laudo estrutural mais recente do prédio, caso exista, além de uma avaliação técnica assinada por profissional habilitado, acompanhada da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

O MP também requisitou informações sobre eventual contratação de obras de recuperação, reforço estrutural ou reconstrução do imóvel, incluindo o cronograma físico das intervenções previstas.

Paralelamente, o Corpo de Bombeiros recebeu prazo de dez dias para informar se realizou nova vistoria no local após a emissão do primeiro relatório técnico. O órgão deverá esclarecer se as irregularidades foram corrigidas, se os riscos permanecem e se houve medidas como isolamento ou interdição de áreas do prédio.

Até o momento, não há determinação para interditar a sede da prefeitura. Segundo o Ministério Público, essa decisão dependerá das condições atuais da estrutura e das conclusões das novas avaliações técnicas.

O inquérito busca acompanhar as providências adotadas pelo município e verificar se houve eventual omissão na adoção de medidas para garantir a segurança de servidores e da população. A abertura da investigação não representa, por si só, responsabilização do prefeito ou de outros agentes públicos.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins