FAB diz que não detectou objetos no céu de Xambioá; autor de vídeo volta à serra em busca de explicações

As luzes misteriosas registradas sobre uma serra em Xambioá, no norte do Tocantins, continuam sem uma explicação definitiva. Enquanto o vídeo segue repercutindo nas redes sociais, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que não identificou qualquer objeto incomum no espaço aéreo da região na noite em que as imagens foram gravadas.

Em resposta sobre o caso, a FAB informou que, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), não houve registros de objetos desconhecidos nos radares nem comunicações de ocorrências por aeroportos sob responsabilidade do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV). Segundo o órgão, o monitoramento aéreo ocorreu normalmente no dia 28 de maio, data da gravação.

As imagens foram registradas pelo programador Anderson Oliveira, que filmou pontos luminosos piscando sobre uma serra na zona rural do município. O vídeo ganhou grande repercussão após ser divulgado nas redes sociais, principalmente pela semelhança com um episódio registrado dias antes no Paraná.

Diante da curiosidade gerada pelo caso, Anderson decidiu retornar ao local para tentar descobrir a origem das luzes. A visita, porém, terminou sem respostas.

“Não consegui avistar nada relevante que comprovasse algo, porém fiquei em dúvida sobre o local exato”, relatou.

Segundo ele, a distância entre a cidade e a serra, além da falta de referências precisas durante a gravação, dificultou a identificação do ponto onde o fenômeno teria ocorrido.

O caso também chamou a atenção do pesquisador de fenômenos anômalos Rony Vernet, que analisou as imagens e considerou o padrão das luzes incomum. De acordo com ele, os pontos luminosos aparecem quase alinhados e apresentam variações de intensidade e coloração, características que, em uma análise preliminar, afastariam hipóteses mais simples, como faróis de veículos ou lanternas de acampamento.

Apesar disso, Vernet pondera que a baixa qualidade das imagens captadas por celulares durante a noite limita conclusões mais precisas.

“No foco automático, uma luz distante fica embaçada e parece muito maior do que realmente é. O ideal seria utilizar foco manual e ajustar configurações da câmera para obter uma imagem mais nítida”, explicou.

O pesquisador afirmou ainda que uma investigação mais aprofundada exigiria trabalho de campo, incluindo coleta de amostras do solo e uso de equipamentos capazes de medir alterações magnéticas na área.

Após a divulgação das imagens, o prefeito de Xambioá, Mayck Câmara (Republicanos), informou que a prefeitura enviaria uma equipe à região para verificar se há alguma explicação para o fenômeno.

Por enquanto, no entanto, as luzes continuam sem uma causa confirmada. Sem registros nos radares da FAB, sem vestígios encontrados na serra e sem uma conclusão técnica definitiva, o episódio segue alimentando a curiosidade dos moradores e de internautas de todo o país.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins