“Impacto é imensurável”, diz prefeito após bloqueio da ponte da BR-235 em Pedro Afonso

O prefeito de Pedro Afonso, Joaquim Pinheiro, afirmou que a interdição da ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, pode provocar efeitos “imensuráveis” na economia da cidade e de toda a região central do estado. À Gazeta, o gestor alertou para riscos de desabastecimento, aumento no custo do frete e prejuízos ao agronegócio e ao comércio local.

A ponte, interditada preventivamente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), é uma das principais ligações entre Pedro Afonso, Tupirama e outras regiões do Tocantins. O bloqueio acontece justamente em um período considerado estratégico para o escoamento da safra de soja e milho, além do transporte da produção de etanol.

“Os impactos dessa interdição geram um impacto imensurável para Pedro Afonso e toda a região. Isso afeta diretamente o escoamento da produção agrícola, o transporte do álcool produzido pela BP Bioenergy e pode levar a um colapso se medidas urgentes não forem tomadas”, afirmou o prefeito.

Segundo Joaquim Pinheiro, o bloqueio também ameaça o abastecimento do comércio e compromete o deslocamento diário de moradores que utilizam a travessia entre Pedro Afonso, Tupirama e cidades vizinhas.

“Pode gerar desabastecimento do comércio local e até quebra de empresas. Além disso, afeta o trânsito de pedestres e o fluxo de produtos agrícolas de uma das regiões que mais produzem e exportam no estado”, disse.

Balsas e rotas alternativas

O prefeito afirmou que as tratativas para reduzir os impactos estão sendo feitas em conjunto com o DNIT e o Governo do Tocantins. Entre as medidas emergenciais em estudo está a implantação de duas balsas para garantir a travessia no trecho interditado.

“As alternativas estão sendo construídas a quatro mãos. O DNIT, através do superintendente Luís Antônio, e o Governo do Estado, com o governador Wanderlei Barbosa e a Ageto, estão nos dando suporte para minimizar os impactos. Em breve teremos balsas funcionando para não parar a cidade e a região”, afirmou.

Ele também destacou que o governo estadual trabalha na recuperação das rotas alternativas utilizadas pelos motoristas após o bloqueio.

“A Ageto está recuperando os acessos alternativos e também o asfalto que está bastante danificado. A intenção é garantir condições mínimas de tráfego enquanto essa situação não é resolvida”, pontuou.

Laudo ainda não foi concluído

Joaquim Pinheiro ressaltou que o diagnóstico técnico definitivo da estrutura ainda não foi concluído. Segundo ele, especialistas contratados pelo DNIT, incluindo técnicos da USP, seguem realizando análises na ponte.

“Precisamos aguardar o laudo final para saber se a ponte ficará apenas restrita para veículos leves ou se haverá necessidade de implosão e construção de uma nova estrutura. Esse estudo ainda não foi fechado”, explicou.

O prefeito também pediu compreensão da população e afirmou que a medida foi tomada para evitar um problema ainda mais grave.

“Quero conclamar a população a entender que isso não é culpa da gestão municipal. É um problema federal, mas estamos trabalhando junto com o DNIT e o Governo do Estado para amenizar os impactos. Imagina se essa ponte tivesse caído e provocado uma tragédia. O maior patrimônio que nós temos é a vida”, declarou.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins