Pequizeiro
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Justiça é acionada por suspeita de servidor fantasma ter gerado prejuízo superior a R$ 60 mil no interior do TO Justiça é acionada após suspeita de servidor fantasma ter gerado prejuízo superior a R$ 60 mil no interior do TO

Em Pequizeiro, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa contra o servidor contratado como médico-veterinário pelo município, além do prefeito e do secretário municipal. A ação aponta possível pagamento de salários sem a efetiva prestação do serviço público. 

Segundo o MPTO, o servidor foi contratado para jornada de 40 horas semanais a partir de julho de 2024. No entanto, ao mesmo tempo, o contratado já cursava Medicina em período integral, com atividades presenciais em Palmas, a 251 quilômetros de Pequizeiro. Para o Ministério Público, a distância e a carga horária acadêmica indicam incompatibilidade com o exercício regular da função pública. 

Durante a apuração, a 2ª promotoria de Justiça de Colmeia requisitou informações à instituição de ensino e ao Município de Pequizeiro. Conforme a ACP, a faculdade confirmou matrícula regular e atividades presenciais do estudante desde janeiro de 2023. Já o município informou que havia “flexibilização” da jornada e comunicou o desligamento do servidor, sem apresentar toda a documentação solicitada. 

Segundo o promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro, os documentos encaminhados para comprovar a prestação dos serviços seriam insuficientes para demonstrar o efetivo cumprimento das atribuições do cargo, como fiscalização de alimentos de origem animal, controle de animais errantes, combate a zoonoses e inspeção de estabelecimentos. 

Pedidos à Justiça

Na ação, o MPTO requer a condenação dos envolvidos ao ressarcimento de R$ 61.889,68, valor correspondente aos pagamentos apontados como indevidos, corrigidos até abril de 2026. 

Também foram requeridas as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa e indenização por danos morais coletivos de R$ 30 mil para o servidor, o prefeito e o secretário de Administração de Pequizeiro.

O Ministério Público também pediu tutela de urgência para apresentação de cópias dos contratos firmados com o servidor e do ato oficial de exoneração.