Palácio Araguaia Jose Wilson-Siqueira Campos, Praça dos Girassóis - Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins
Palácio Araguaia Jose Wilson-Siqueira Campos, Praça dos Girassóis - Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins

O Tocantins apresenta a mais alta taxa de crescimento econômico na Região Norte e, também, a maior entre todos os estados brasileiros em 2026, alcançando 3,85%, aponta estudo especial do Departamento Econômico do Santander. Em 2027, o estado segue com expansão de 2,86%, mantendo desempenho acima da média nacional, enquanto a agropecuária permanece como o principal vetor de crescimento da economia estadual. O levantamento do Banco consolida dados do PIB regional do IBGE até 2023 e projeta o período de 2024 a 2027.

Principal motor da economia tocantinense, a agropecuária deverá crescer 15,0% em 2025 e continuar liderando a expansão entre os estados da Região Norte em 2026 (5,3%) e 2027 (4,0%). O estudo atribui o bom desempenho da agropecuária da região à expansão da fronteira agrícola e aos efeitos positivos da produção de soja na região.

Já no setor industrial, o Tocantins apresenta a maior projeção da região em 2025 (5,0%), 2026 (5,3%) e em 2027 (4,5%). O Santander projeta aceleração da indústria regional desde 2024, sustentada pelo setor extrativo e pela dinâmica favorável da atividade econômica ligada às commodities.

No setor de serviços, o estado fica próximo da média regional, com 2,9% de expansão em 2025 e em 2026 e ligeira desaceleração em 2027 (2,0%). O relatório projeta taxas de crescimento elevadas para o setor em todos os estados do Norte, com desempenho acima da média nacional ao longo dos próximos anos.

Tocantins responde por 8,7% do PIB do Norte, segundo os dados mais recentes disponíveis (2023). Conforme o estudo do Santander, a região Norte deve registrar crescimento de 3,4% em 2025; 3,0% (2026) e 2,4% (2027), impulsionado pela expansão das atividades ligadas às commodities e pela resiliência do mercado de trabalho.

Segundo Henrique Danyi, economista do Santander e um dos autores do estudo – ao lado de Rodolfo Pavan, também economista do Santander-, a evolução da atividade econômica regional continuará refletindo fatores nacionais, como mercado de trabalho, política monetária e desempenho da agropecuária. O estudo destaca ainda que eventos climáticos permanecem entre os principais riscos para o cenário projetado, especialmente diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos anos, com alterações nos padrões de chuva e temperatura.

O levantamento completo (disponível no estudo do Santander) apresenta projeções para atividade econômica, agropecuária, indústria e serviços em todas as regiões do país, além de análises por estado e indicadores setoriais.

“Mesmo com a desaceleração prevista a partir de 2026, o mapa econômico do país segue mostrando uma expansão disseminada. O desafio à frente passa a ser manter maior consistência no crescimento, em contexto de heterogeneidade regional e sensibilidade a choques climáticos e financeiros”, conclui Danyi.