
A pesquisadora e chef de cozinha amazônica, Luana Oliveira, chegou a Paris em maio, onde fica até outubro para finalizar seu pós-doutorado sobre alimentação do Povo Indígena Krahô no Museu Nacional de História Natural da França, assim como participar de eventos acadêmicos e gastronômicos neste país, em Portugal, na Espanha e na Itália.
Luana Oliveira é nascida no Pará e residente no Tocantins, onde há 10 anos dedica-se a registrar o Patrimônio Alimentar das etnias Xerente e Krahô, e desenvolver atividades/projetos que colaborem para a valorização e preservação das culturas indígenas. A partir da sua atuação como docente e pesquisadora do Instituto Federal do Tocantins-IFTO e chef de cozinha do seu restaurante Borduna Bistrô.

Na França, fez sua primeira apresentação em 29 de maio, uma degustação comentada na loja e espaço cultural Guayapi em comemoração à Quinzena do Comercio Justo de Paris. Na ocasião, serviu o Kupakubu ou Kurkubu (prato indígena à base de mandioca e carne), tapioca molhada com “leite” de coco e castanha, crème de batata doce, uma releitura de um prato tradicional do Povo Krahô e creme de buriti.
Dia 11 de junho, apresentou sua pesquisa sobre Patrimônio Alimentar Indígena na 11ª Conferência Internacional de Histórias e Cultura da Alimentação na Universidade de Tours.
Dia 20 de junho, em Paris, participou do encontro entre o Slow Food França e o Slow Food Brasil no Restaurante Colaborativo Les Petites Cantines. Na ocasião, foi servido um almoço amazônico. Luana Oliveira preparou peixe ao molho do arubé, levando para Paris mais uma vez o sabor ancestral deste molho à base de tucupi.

Patrimônio Alimentar dos Povos Xerente e Krahô foi o tema da conferência ministrada pela pesquisadora e chef de cozinha em 29 de junho no Le Phare, espaço cultural e acadêmico em Paris. O evento organizado pelo Slow Food da França e o Le Phareorganizar proporcionou uma “viagem” à Amazônia Indígena a partir da fala, exposição de fotos (registros da vivência com os Povos Originários) e degustação de comidas de origem indígena: tapioca molhada com leite de coco, beiju de massa de mandioca com castanha do Pará, paçoca doce de baru.

No dia 17 de julho, realizou-se o Jantar Amazônico em Lisboa-Portugal, no restaurante brasileiro Uaipi da chef e proprietária Laila Soares. No menu, tacacá, maniçoba e bolo de mandioca com calda de cupuaçu.
No dia 29 de julho, estará em Barcelona-Espanha, para realizar uma oficina gastronômica sobre a mandioca e jantar a quatro mãos com Sara Lemos, chef e proprietária do restaurante Buriti, onde ocorrerão os eventos.
Em setembro, Luana Oliveira compõe a delegação brasileira do Slow Food Brasil no Terra Madre, evento mundial do Slow Food em Turim, na Itália. E, finalizando sua temporada na Europa, nos dias 02 e 09 de outubro, fará conferências no Museu de História Natural da França como parte da Semana de Ciências e, no dia 06 de outubro, faz uma conferência seguida de degustação sobre cozinha Amazônica na Escola de Gastronomia Ferrandi.