
O quarto bloco do primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Tocantins abriu espaço para perguntas feitas por jornalistas. Vicentinho Júnior (PSDB) foi questionado pela editora-chefe da Gazeta do Cerrado, Maju Cotrim, sobre infraestrutura e quais obras pretende priorizar caso seja eleito.
Maju citou o plano de governo do candidato, que prevê recursos do Fundo de Desenvolvimento Regional, financiamentos do BNDES, BID e Banco Mundial, receitas da mineração, além de concessões e parcerias público-privadas (PPPs). A jornalista cobrou, porém, números e projetos concretos: quais trechos seriam considerados prioritários, quantos quilômetros seriam entregues, qual seria o investimento necessário e o que efetivamente caberia nos quatro anos de mandato.
Na resposta, Vicentinho não apresentou uma estimativa de quilômetros nem um valor global para os investimentos, mas apontou três rodovias estaduais entre as prioridades: TO-020, TO-040 e TO-010. “Quando eu vejo, no dia de hoje, uma TO-020 que necessita da conclusão para você tirar o município de Campos Lindos, ligar ao estado do Maranhão e fazer ali mais um cinturão verde de produtividade no Estado do Tocantins.”
Sobre a TO-040, o candidato defendeu a ligação envolvendo Pindorama e Almas como alternativa para reduzir distâncias para quem chega ao Tocantins pelo oeste da Bahia. “Quando eu vejo a TO-040 para ligar o município de Pindorama, o município de Almas, para você encurtar o trecho dos nordestinos, dos brasileiros que adentram pelo oeste da Bahia para vir ao Norte do nosso país.”
Vicentinho também voltou a citar a TO-010, tema que já havia aparecido no bloco anterior. Segundo ele, a rodovia precisa avançar no processo de licenciamento ambiental para que a pavimentação possa ser discutida.
O candidato usou parte da resposta para destacar sua atuação de três mandatos como deputado federal e citou obras como a ponte de Xambioá, intervenções no aeroporto de Araguaína e investimentos nas BRs 242 e 010.
Ao falar sobre como pretende tirar os projetos do papel, Vicentinho defendeu uma combinação entre recursos públicos, articulação com o governo federal e participação da iniciativa privada. “Com respeito devido ao governo federal, convivendo bem com a bancada federal, trazendo a iniciativa privada para dentro, sim. Eu não tenho preconceito. Na forma apropriada de fazer as parcerias entre o público e o privado, o Estado do Tocantins ganha.”
No fim da resposta, o candidato voltou a criticar a perda da conexão ferroviária no sul do Tocantins e atribuiu o episódio à falta de atuação do atual governo estadual. “O que não dá é para ver o sul do meu estado perdendo uma ferrovia por simples inércia do governo do Estado do Tocantins.”