
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, nesta segunda-feira, 25, o registro do medicamento Vyalev para o tratamento de pacientes com Parkinson em estágio avançado que sofrem com flutuações motoras intensas e não apresentam resposta satisfatória aos tratamentos já disponíveis.
O medicamento reúne foslevodopa e foscarbidopa hidratada, substâncias que atuam no controle das oscilações dos sintomas motores da doença. Essas alterações fazem com que o paciente passe por períodos de melhora dos movimentos e, em seguida, volte a apresentar tremores, rigidez e dificuldades motoras.
A aplicação do tratamento é feita por infusão subcutânea contínua, 24 horas por dia, por meio de um dispositivo semelhante a uma bomba de insulina. O sistema permite ajustes individualizados da dose conforme a necessidade de cada paciente.
De acordo com a Anvisa, a foslevodopa ajuda a elevar os níveis de dopamina no organismo, neurotransmissor responsável pelo controle dos movimentos. Já a foscarbidopa potencializa os efeitos da medicação.
O Parkinson é uma doença neurológica crônica e progressiva causada pela degeneração de células cerebrais produtoras de dopamina. Além de tremores, lentidão e rigidez muscular, a condição também pode provocar alterações no sono, no humor, no olfato e até comprometimento cognitivo.
A nova terapia foi desenvolvida para garantir liberação contínua do medicamento ao longo do dia e da noite, reduzindo as oscilações dos sintomas. Estudos clínicos com pacientes em estágio avançado apontaram melhora no período em que os movimentos permaneceram controlados.
O tratamento já recebeu autorização em países como Estados Unidos, Reino Unido e Japão.