
As sonoridades das notas musicais inundam minha alma,
despertam o lúdico dos acordes e o fogo das paixões profanas.
Remetem-me a reminiscências do que eu era,
“spectrum” do que um dia eu sonhei em ser, sem jamais ter sido.
Hoje sou o que sou, mas, continuo sonhando com o que eu queria e ainda quero ser.
A melodia dos sonhos continua nas curvas dos amores vividos e não vividos,
talvez seja somente ilusões dos sonhos que considero reais.
As lembranças atormentam, corroem a alma e alimentam as ilusões.
O passado sempre encontra de alguma forma de voltar,
ele é a certeza do que fiz de certo ou errado.
Não importa como, meu passado se perpetua,
ele insiste na forma de memória a esperançar e residir no meu presente e futuro,
para alimentar a felicidade ou atormentar a alma.
Não importa como ele se manifesta, ele sempre vem em forma de sobras ou luzes.
A esperança permeia a essência de todos; tanto para o bem ou o mal,
o presente é o campo de batalha para separar o passado do futuro.
O depois é a possibilidade de qualquer um dos sonhos,
para acalentar ou fragilizar os sentimentos, razão ou os dois.
Valdo Rosário
Licenciado em filosofia pela PUC/GO.
Mestre em filosofia pela UFT/TO.
Membro correspondente ALERPRE (Academia de Letras de Rondon do Pará e Região)
Membro fundador e presidente da ALABIP (Academia de Letras e Artes do Bico do Papagaio)
Prof. de filosofia na E. E. E. M. Anísio Teixeira – Marabá/PA