Povo de Luta reúne seis trajetórias e propõe mandato coletivo na Assembleia

Por: ASCOM Povo de Luta

Formado por seis trajetórias ligadas aos movimentos sociais, sindicais e populares, o Povo de Luta chega às eleições de 2026 para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Tocantins pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A candidatura reúne Rose Marques, Cristian, Francisca, Francinete, Naiara e Bismarque, militantes com diferentes experiências de organização e luta, que se encontram na defesa da classe trabalhadora. Nas urnas, o coletivo será representado pelo nome Rose Marques Povo de Luta.

A candidatura coletiva nasce da compreensão de que a democratização dos espaços de decisão passa pela união de diferentes movimentos, organizações populares e frentes de luta. A proposta do Povo de Luta é horizontalizar o processo de participação nas disputas eleitorais e construir, para além dos períodos de eleição, uma organização política permanente nos territórios.

Embora a legislação eleitoral brasileira não regulamente as candidaturas coletivas, o grupo defende a construção de um mandato compartilhado entre seus integrantes e a sociedade. “Não se trata de uma candidatura coletiva formada apenas por seis pessoas que já se conhecem. Nós queremos construir um mandato coletivo, para todos e todas, e vamos construí-lo juntos”, afirma Rose.

A atual disputa dá continuidade a uma trajetória eleitoral iniciada em 2022, quando Eutália, Bismarque e Maria da Paz concorreram a uma vaga na Assembleia Legislativa e, juntos, somaram 4.050 votos. Nas eleições municipais de 2024, uma nova composição, formada por Cristian, Naiara, Rose e Messias, levou o Povo de Luta à disputa por uma vaga na Câmara Municipal de Palmas, recebendo 1.237 votos e alcançando a condição de segundo suplente.

Em 2026, o coletivo retorna à disputa estadual reunindo seis trajetórias de luta que se cruzam na construção de uma alternativa política para o Tocantins.

A composição atual reúne diferentes experiências de organização popular no estado. Rose é trabalhadora da educação pública e presidenta do SINTET Regional de Palmas; Cristian é advogado de movimentos sociais e militante do movimento negro; Francisca é enfermeira e militante dos aprovados em concursos públicos; Francinete é professora do IFTO e atua na militância política na região do Bico do Papagaio; Naiara é assistente social e militante do movimento feminista; e Bismarque é historiador e militante da luta por moradia.

A partir dessas diferentes trajetórias, o coletivo organiza sua atuação sob o mote “Em defesa das mulheres e da classe trabalhadora”, defendendo pautas como moradia digna, educação pública e de qualidade, valorização dos serviços públicos e dos servidores, além da defesa dos direitos das mulheres e da juventude.

Ao longo da campanha, o Povo de Luta vem construindo agendas populares do extremo sul do estado ao Bico do Papagaio. Para Rose, a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa é parte de um processo mais amplo de organização política dos movimentos sociais e da necessidade de transformar reivindicações históricas em ações institucionais.

“Nós queremos um mandato para contribuir, propor leis e ter a caneta na mão para defender a vida das mulheres e os direitos da classe trabalhadora”, afirma.