Tempo seco agrava sintomas respiratórios e exige atenção com crianças e idosos

O Brasil registrou 35.540 casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com identificação de vírus respiratórios até a Semana Epidemiológica 21 de 2026, segundo informe do Ministério da Saúde. Nas semanas mais recentes do levantamento, houve predomínio do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), influenza e rinovírus. No Tocantins, o mesmo informe apontou aumento na detecção de VSR, vírus associado a quadros respiratórios que exigem atenção, principalmente em bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.

O cenário preocupa porque junho também marca o avanço do período seco em Palmas e em outras cidades do Tocantins, com calor, redução das chuvas e queda gradual da umidade do ar. Embora o tempo seco não cause gripe, resfriado ou bronquiolite, doenças provocadas por vírus, ele pode ressecar as vias respiratórias, irritar nariz e garganta e piorar sintomas em pessoas com rinite, sinusite, asma, bronquite ou alergias respiratórias. Ambientes fechados e pouco ventilados também favorecem a transmissão de infecções.

De acordo com a médica do PAM, Ana Clara Santos Moura, os principais sinais de alerta costumam estar relacionados à respiração e à evolução do quadro clínico. “Nem toda tosse é sinal de gravidade, mas dificuldade para respirar, chiado intenso, cansaço fora do comum, lábios arroxeados, sonolência excessiva, febre persistente, recusa de líquidos ou piora do estado geral são situações que precisam de avaliação médica”, orienta.

Entre os quadros mais comuns nesse período estão infecções respiratórias virais que podem começar com sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, tosse, febre baixa, dor no corpo, irritação na garganta e mal-estar. Em alguns casos, especialmente entre crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas ou pacientes com histórico de doenças respiratórias, os sintomas podem evoluir com maior rapidez e exigir acompanhamento profissional.

Medidas simples ajudam a reduzir desconfortos e evitar agravamentos, como beber água com frequência, manter os ambientes limpos e ventilados, evitar poeira, fumaça e cheiros fortes, higienizar as mãos e manter a vacinação em dia. A automedicação também deve ser evitada. Antibióticos, xaropes, descongestionantes, antialérgicos e nebulizações com medicamentos não devem ser usados sem orientação profissional, já que sintomas respiratórios parecidos podem ter causas e tratamentos diferentes.

Sobre o PAM

O Posto de Atendimento Médico (PAM) é um serviço particular de saúde com unidades em Palmas e Araguaína, no Tocantins, que também atende diversos planos de saúde. Com funcionamento todos os dias, das 10h às 22h, o PAM oferece atendimento sem necessidade de agendamento, com triagem, consulta médica e, quando indicado, administração de medicação no próprio local. A proposta do serviço é garantir um cuidado médico ágil, humanizado e acessível, com foco em qualidade, segurança e bem-estar.